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Turma da Pompéia

Apesar da capa, bem estranha, este disco representa uma parte fundamental da história do rock no Brasil!
Mais de 30 depois, os músicos da Pompéia se reuniram para relembrar os tempos do bom e velho rock´n´roll. Juntando os integrantes de bandas como Os Barrocos, Mutantes, Tutti Frutti, Made in Brazil, Rádio Táxi, Joelho de Porco, Os Incríveis, O Som Nosso de Cada Dia, Patrulha do Espaço e Pholhas.Eles reviveram novamente a história de suas vidas musicais. São compositores, instrumentistas, produtores e um grande grupo de amigos que formam a Turma da Pompéia. Neste CD, Nossa Raiz, eles resgatam as ruas por onde passaram a juventude roqueira, ao lado de companheiros que não esquecem jamais as histórias daquele bairro.
Sérgio Beatle e Marinho, os “velhos roqueiros moleques”, como eles mesmos se identificam, compuseram as letras de todas as faixas do disco pensando nas alegrias e dificuldades que sentiram – e sentem até hoje – ao buscar os seus sonhos. A exceção é a primeira faixa, Ainda há muito que Lutar, composta pelo parceiro Bororó. Todo o CD foi dedicado ao produtor musical e arranjador Nilton Mariano, ao saxofonista Manito – a lenda viva da música nacional – e a Missali, “por tantos anos dedicados aos novos talentos da música e da Pompéia”.

O idealizador do grupo, vocalista e violonista Marinho, conta nesta entrevista de 2007, para o site: Musica e Letra como foi feito este novo trabalho da Turma, preservando a cultura e o talento de quem não esquece suas raízes.

A proposta do CD anterior (Turma da Pompéia, lançado em 2004) era reviver um pouco as coisas que o bairro já passou, em termos musicais até de atitudes das décadas passadas. Essa nostalgia permanece no Nossa Raiz?
Marinho | Quando me encontrei com o Nilton Mariano, a quem não via a mais de 30 anos, eu nem sabia o que estava por vir. Sei que na nossa adolescência de Pompéia ele tocava muita guitarra no Nick James (banda da época) e agora está tocando vários instrumentos, e também é um bom produtor musical. Foi aí que eu me toquei e o convidei para me ajudar a produzir o novo trabalho da Turma. Ele aceitou, e com a ajuda dos compositores da Turma – Sergio Beatle, Bororó, Oswaldo Malaguti Jr. (Studios Mosh), Silvinho (Mic Som) e todos os músicos que participaram, com a Turma nova, sem esquecer a nossa raiz.

O Rock ‘n’ Roll é basicamente claro neste novo trabalho. Porém ele se diferencia do modelo atual e, ao mesmo tempo, soa nostálgico. Como compor algo que não soe piegas?
Marinho | Esta pergunta eu deixo para o meu amigo e parceiro Sergio Beatle responder:
Sergio Beatle | Como se sabe, a história não é feita apenas por algumas pessoas privilegiadas, de classes mais ricas, políticas ou de pessoas que aparecem demais na mídia. Todos nós somos agentes dinâmicos da história. A Turma da Pompéia, tendo um veículo que é universal à mão – ou seja, a linguagem musical – através dele procura retratar a nossa história no bairro, o que nos influenciou, o que vivemos. E como iríamos ter o registro de como tudo isso era? Sendo diferente e nostálgico!
Usamos a memória sem ferir a verdade, sem perder o censo do ridículo.

Quem é a Turma que a Pompéia abraça hoje? A Liverpool brasileira vai continuar sempre nas mãos de músicos?
Marinho | A Turma da Pompéia é muito grande. O bairro cresceu muito musicalmente e vai estar sempre se renovando. Acredito que o Centro Cultural Pompéia (com direção de Cleber Falcão) tenha uma forte participação para que isso acontecesse com a sua caminhada de 20 anos de existência, sempre teremos músicos novos surgindo.
Desde o começo batalhamos muito por liberdade. Apesar dos mais velhos nos chamarem de cabeludos irresponsáveis, continuávamos em frente: guitarra na mão e a cabeça cheia de sonhos, lutando por nossos ideais. A Pompéia Liverpool brasileira deve ficar nas mãos dos músicos. Ontem, hoje e sempre.

Paralelamente ao trabalho musical existe uma revista sobre o bairro e seus artistas. Como é esse projeto?
Marinho | A revista é um trabalho paralelo que eu já tinha como sonho quando falei com Sérgio Beatle. Ele foi o primeiro a achar legal. As coisas foram acontecendo naturalmente. Estava montado o time. Todos os músicos gostaram da idéia, que contássemos um pouco mais de nossa história, nossa trajetória nesses anos todos. Está aí o sonho em realidade. Estamos na quarta edição, graças a Deus e ao esforço de todos.

2006 - Nossa Raiz



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1 comentários:

Anonymous disse...

Lindo! Maravilhoso! Há tempos a POMPÈIA já merecia ser cantada em um ALBUM só pra ela. pois uma coisa é voces rockeiros da capital e da POMPEIA sonharem com LIVERPOOL, outa é nós rockeiros dos confins do FUNDO DA AMERICA DO SUL, sonharmos com a POMPEIA...

rockdapompeia@click21.ccom.br

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