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Blues Etilicos




O primeiro show do que seria o Blues Etílicos aconteceu no natal de 1985, e teve como bravos e corajosos músicos Cláudio Bedran, Otávio Rocha e Flávio Guimaraes, junto com Paulo Batera na... bateria, e Sérgio na outra guitarra. No ano seguinte o guitarrista Otávio resolveu ir para os EUA de bicicleta junto com outros 2 celerados enquanto Flávio e Cláudio continuavam a sua peregrinação pelos bares cariocas, já com o nome Blues Etílicos. É preciso lembrar que naquela época havia a lendária Rádio Fluminense FM, que juntamente com o também lendário Circo Voador criou um elo cultural fortíssimo, que possibilitou o surgimento de diversas bandas.

Assim não havia outro jeito, foi gravada uma fita com a primeira versão de Safra 63, (que mais tarde foi regravada pela banda no seu álbum de estréia), que teve uma ótima aceitaçao na rádio, e assim o nome da banda começou a crescer, e os shows na época contavam com Rodolfo Rebuzi na guitarra,e o suíço Bernard Cristian na bateria. No fim de 86 Otávio volta dos EUA (de avião) e como o lugar de baterista ficou vago por motivo de força maior, pois o suíço teve que voltar repentinamente ao seu país, resolve assumir o posto de baterista, reforçados pelo guitarrista americano Derek Bosshart, um gringo virtuose que veio ao Brasil com sua guitarra e seu amplificador, botou um anúncio no jornal procurando músicos para tocar e assim encontrou os Etílicos. Essa formação durou até a noite em que Derek, num estado etílico bastante avançado, esqueceu sua Fender raríssima dentro de um táxi, entrou em profunda depressão e resolveu viajar de carona pela América do Sul, mas tendo a gentileza de apresentar a banda o guitarrista e cantor Greg Wilson, que fez a sua estréia no Pappus Bar, um barzinho bem divertido que ficava no bairro do rio comprido, no Rio.

Nessa época as incríveis performances dos músicos, com destaque para a extinção de uma bateria Ludwig pela incrível técnica do "baterista" Otávio, chamaram a atençao dos proprietários de uma loja de discos raros e importados, a Satisfaction Discos, que resolveram então produzir o primeiro LP da turma, o independente "Blues Etilicos", agora já com um baterista de verdade, Gil Eduardo, filho do tremendão Erasmo Carlos, voltando Otávio para a sua outra paixão, a slide guitar. Graças a este disco, a banda foi fazer 2 shows em Santo André, no saudoso bar Jazz and Blues, (estamos em 1988), shows estes que foram vistos por uma turma da gravadora Eldorado, que assim contratou a banda e foi produzido então o segundo LP, Água Mineral. "Em 89, acontece o primeiro(e mais interessante) festival internacional de Blues, em Ribeirão Preto, que contou com a participação de Albert Collins, Buddy Guy, Junior Wells, Magic Slim , e com a gloriosa participação dos Etílicos, que tiveram como árdua tarefa abrir o evento, e logo para o guitarrista Buddy Guy (o outro representante dos trópicos foi o guitarrista André Christovam). Essa prova de fogo amadureceu muito os músicos,que partiram então para a gravaçã o do terceiro álbum, San-Ho-Zay, talvez o mais próximo de blues tradicional que a banda produziu, seguido logo depois pelo disco "4", que tem na faixa Pelicano uma interessantíssima fusão de blues e reggae (isso em 1991).

Em 93,o produtor americano Tom Swift (AC/DC, Miles Davis, Rolling Stones) produziu o disco "Salamandra" ,que concorreu pelo prêmio Sharp de melhor disco em língua estrangeira, competindo com Caeteno Veloso e Renato Russo (HA! HA! HA!). Durante a copa de 94, o baterista Gil Eduardo deixa a banda, entrando em seu lugar Pedro Strasser, e com essa formação gravam o sexto disco, "Dente de Ouro" já com bastantes experimentaçoes rítmicas, uma característica que a banda sempre teve, a utilizaçao do blues como "pedra fundamental" para se fazer música, sem preocupaçoes com estéticas tradicionalistas. Depois de lançarem uma coletânea organizada pelo gaitista Flávio Guimarães, os Etílicos lançaram pela gravadora Eldorado, o oitavo disco da banda, gravado ao vivo no SESC Pompéia (outro clássico local de rock no Brasil), "Águas Barrentas", considerado pelos 5 Etílicos o melhor disco disparado da sua carreira.

Em 2003, os etilicos lançaram o seu nono disco, "A Cor do Universo". Convidaram o vocalista (e multi instrumentista) Vasco Faé para entrar na banda, o que deu uma sonoridade muito criativa ao já clássico estilo etílico de tocar blues, rock, baiãoo, frevo e quem sabe até um tango! É só ouvir o CD e verificar que, como diria Muddy Waters "pedras que rolam não criam limo", e por isso mesmo os etílicos estão sempre em movimento, usando todas as ferramentas possíveis para se fazer música mas sem nunca perder o estilo!

DISCOGRAFIA

1987 - Blues Etílicos



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1989 - Água Mineral



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1990 - San Ho Zay



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1991 - IV



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1994 - Salamandra



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1996 - Dente de Ouro



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1998 - The Best of Blues Etílicos



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2001 - Águas Barrentas - Ao vivo



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2003 - A Cor do Universo



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2007 - Viva Muddy Waters



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